Os Intermináveis Contos Do Melhor Amigo do Cão.

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“No inferno, o unico que não é chamado de demônio é a vítima. Mas é ela a torturada.”

Acordando, ele sente dor de cabeça. 3 aspirinas. Na rua ao esperar o ônibus para o serviço, cachosso urina no seu pé, como de costume. Não tomou banho pois estava atrasado. Medo de perder o emprego. Não, o cheiro está incomodando a ele mesmo também. Caras feias. Dia horrivel no trabalho, nada de diferente do costume. Sanduíche velho com mortadela vencida para a barriga. Trabalho escravo. Foi demitido. Tudo bem, é como sempre, nada fora do usual. Procurar outro emprego… como sempre. Fim. Não, não é o fim.

Finalmente casa. Chuva. Trânsito. Então ele vai dormir, e sua cama está com a esposa e um amante. O amante é o seu cão de estimação. Não tem raiva, só desânimo. Volta para rua, procurando um bar. Todos os bares da cidade estão fechados. Jornal velho numa lata de lixo e um parque. Perfeito lugar para dormir sem o incômodo. Mulher o paquera no parque. Felicidade. Motel. Tira as roupas. Fedor. Vai para o chuveiro, sai do chuveiro, ninguém.

Nem as roupas.

Nem seu dinheiro.

One Response to “Os Intermináveis Contos Do Melhor Amigo do Cão.”

  1. Jotamora Says:

    Nossa, que vida escrota. Mas não posso chamar ninguwm de tadinho, pq as pessoas aderem tanto ao sistema que se submetem a todos os designios dele…

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